quinta-feira, janeiro 29, 2015

Último Arrastão 2015 vai ser em 1 de fevereiro. Participe!!!

6º Arrastão Cultural da Embaixada de Samba do Império Pedreirense

Dia 01 de Fevereiro de 2015 (Domingo), às 16h
Concentração:  Embaixada de Samba do Império Pedreirense - (Maurití, 1135 -próx. a Pedro Miranda)

ATRAÇÕES ARTÍSTICAS:
Intérpretes: Carlinhos Sabiá, Marco Antonio Lima Da Cruz Cruz Mosca, Nazo, Jorge Batucada e Tony
Músicos: Haroldo Souza do Cavaco., Zeca e Osiel
1º Casal Porta-Bandeira e Mestre-Sala: Cíntia Luna e Kirson Sorriso

2º Casal Porta-Bandeira e Mestre-Sala: Giselle e 

Carnavalesco da Embaixada recebeu o "Prêmio Afro" em artes visuais.

Arthur Leandro, um dos carnavalescos da Embaixada no carnaval 2015, esteve no Rio de Janeiro para participar da cerimônia de premiação da 3ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, que recebeu a inscrição de 405 projetos distribuídos nos segmentos de Música, Teatro, Dança e Artes Visuais. A comissão de seleção foi composta por integrantes de notório saber, oriundos de várias regiões do Brasil.
Durante a premiação, Arthur Leandro (extrema esquerda da foto) vestiu a camisa do enredo 2015 da Embaixada.

O Prêmio é patrocinado pela PETROBRÁS e para a escolha do premiados em artes visuais, reuniu-se a comissão de seleção que foi composta pelo ator Antônio Pompêo, Januário Garcia e Galvão Pretto, que avaliaram os projetos inscritos na edição de 2014. A reunião da equipe avaliadora foi realizada no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de dezembro de 2014. Os trabalhos foram coordenados por Ruth Pinheiro, presidente do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves – CADON, com o acompanhamento do representante da Fundação Cultural Palmares, Sr. José Newton Guimarães – Chefe de Divisão - e Luis Carlos do Nascimento – Gestor de Projetos Culturais da Petrobras.
Arthur, além de carnavalesco, é  artista e sacerdote afro-brasileiro, respondendo pelo nome africano de Táta Kinamboji - Kissikar'Ngomba do Mansu Nangetu, e em seu terreiro coordena o projeto “Kiuá Nangetu – poéticas visuais da resistência negra”, que é um projeto de vivências poéticas e intervenções midiáticas e outras intervenções urbanas com artistas do terreiro “Mansu Nangetu" e artistas de outros terreiros convidados, com obras e poéticas oriundas do cotidiano das práticas tradicionais desta comunidade de terreiro afro-amazônico e seus parceiros, para acontecer durante o mês de maio de 2015, mês de encerramento das comemorações dos 10 anos de criação do Instituto Nangetu.

Bateria da Embaixada – Sankofa, a memória da musicalidade africana.


Assim como nos terreiros são os Cambonos, Abatazeiros, Alabês, Huntós que batem forte no couro e entram em comunicação com a ancestralidade africana – os Orixás, Voduns e Inquices, para poder haver a manifestação nos terreiros, a bateria também funciona como o coração da escola, é ela que faz pulsar o corpo envolto na musicalidade que potencializa a energia vital que promove a alegria de um bom desfile. E é por isso mesmo que a bateria vem representando os músicos dos terreiros, e traz a simbologia da Sankofa.
Sankofa é uma palavra na língua Akan que se traduz ao português como "volte e pegue" (san - voltar, retornar; ko - ir; fa - olhar, buscar e pegar). frequentemente associado ao provérbio: “Se wo were fi na wosankofa a yenkyi," que traduzido ficaria "Não é errado voltar atrás pelo o que esqueceste". A palavra dá nome a um pássaro de duas cabeças e segundo a tradição africana significa aproximadamente voltar ao passado para resignificar o presente. É representado com uma das cabeças virada para trás pegando um ovo de suas costas, cujo grafismo é um e coração estilizado.
O pássaro da memória tem uma cabeça voltada para o passado e outra cabeça voltada para o futuro, e nossa bateria vem resgatar a memória para continuar fazendo história no presente
O Ashé pode ser agrupado em três categorias distintas, a saber: vermelho, branco e preto. Por esse motivo a fantasia será construída com essas cores.






quarta-feira, janeiro 28, 2015

Sinopse do enredo e armação da escola na avenida.

Neste enredo a Embaixada bate forte no repique, no tamborim, na caixa e no surdo... bate forte no coração da Pedreira, a Pedreira dos Terreiros da resistência, do Batuque da Umbanda da Mina e do Candomblé, do Samba e do Amor... Amor por essa história de resistência e sobrevivência do povo negro, de resistência da minha, da sua.... da NOSSA ESCOLA DE SAMBA que, como todas as culturas afro-amazônicas, também nasceu dos terreiros, cresceu na coletividade e solidariedade como um Maracatu do Subúrbio. E no cordão da memória que nos liga novamente à África mãe, fazemos do samba a nossa vida, desse mesmo samba cuja palavra pode ter origem do verbo Kusamba (-samba), que tem o significado de celebrar, rezar, orar, abençoar... E é neste samba de oração que a Embaixada celebra os terreiros e através deles toda a cultura que mantém viva a ancestralidade africana no bairro da Pedreira.
Embaixada de Samba do Império Pedreirense/ Carnaval 2015
Intérprete: Carlinho Sabiá.
Compositores: Javs, Dito e Marujo do Salgueiro.
Carnavalescos: Arthur Leandro e Fernando Cruz, com consultoria de Neder Charone.
Presidente: Help Luna.
Diretor de Carnaval: Junior Leão.



A COROA DO IMPERIO NO BATUQUE DA PEDREIRA

A coroa do Império no batuque da Pedreira.

Compositores: Javs, Dito e Marujo do Salgueiro

Vindos de além mar
Sob a luz do luar
Cantavam e tocavam seus tambores
Para amenizar as suas dores (bis)
(a Embaixada!)
A Embaixada vem mostrar
Como os negros africanos aqui chegaram
Trazidos em caravelas
Condenados pelo rei de Portugal
Reunidos nos terreiros o Batuque assim surgiu
Nas terras do pau-brasil

Obá Ogã bate tambor
A capoeira berimbau que me ensinou (bis)

(mas simples)
Simples como um toque de magia
O negro assim surgia
No terreiro de Umbanda
E a Pedreira na avenida
Transforma o batuque em samba
Obatalá.... Vem me ajudar
Para a liberdade conquistar

Eu bato forte no couro (tam tam tam)
Espanto até mau olhado, corto o mal
Eu sou negão eu sou bantu, eu sou
E no Império vou brincar meu carnaval (refrão)

(mas Bá...)
Bábalorixás, feiticeiros de valor
Salve, a coroa guerreira
Representante da pedreira
O bairro do samba e do amor (bis)

Do Enredo,                                                                                                                      
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas/ ONU, aprovou a celebração da Década Internacional “Pessoas Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, a Década será celebrada de 01 de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024 com o objetivo de reforçar o combate ao preconceito, à intolerância, à xenofobia e ao racismo. Considerando a celebração internacional dos afrodescendentes e a carta Internacional dos Direitos Humanos que, em seu artigo 1º conclama que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, devendo  agir um para com os outros em espírito de fraternidade e sem distinção alguma de cor, de raça, de sexo, de língua, de religião, de origem, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação, a Embaixada de Samba do Império Pedreirense retoma nesta carnaval de 2015 a uma questão bastante séria na cultura brasileira que é a valorização da presença da matriz negra africana em nossa cultura.
Dois pensamentos nos norteiam nessa proposta: um deles é que o desfile de uma escola de samba nivela e irmana a todos e vai no caminho do que proclama o primeiro item da carta de direitos humanos, e por ter sido o bairro da Pedreira de formação de considerável concentração de negros – um quilombo urbano -, é compreensível que o bairro seja habitado pela diversidade de terreiros de Matrizes Africanas e de Pajelança e que seja povoado com as ladainhas, procissões e outras manifestações culturais e artísticas de origem na África negra. A Pedreira também foi reduto de resistência política, não só durante a cabanagem, mas em outros momentos da história por conta das perseguições policiais e sociais sofridas por esses mesmos terreiros que lhe habitam. Vale ressaltar que a Embaixada de Samba nasceu como Maracatu do Subúrbio portanto sua existência se vincula ao tema das tradições da negritude amazônica.
O fato de nos centrarmos no batuque, nome que os brancos chamavam as manifestações e festas de terreiros -  grandes quintais ou áreas devolutas, onde os negros se reúnem para louvar santos, Orixás, os Voduns e Inquices ou os encantados da floresta -, com seus centros de Umbanda, Candomblé ou Tambor de Mina. Ou mesmo um lugar para jogar a capoeira, dançar samba, umbigada e carimbó, nos coloca na confortável posição de celebrar a população no bairro da Pedreira em sintonia com diretrizes internacionais de direitos humanos e de valorização da descendência africana. Nesta nova versão do enredo (que foi criado pelo carnavalesco Jorge Pantoja em 1999), partimos do samba como geratriz do desfile, incorporando alguns elementos visuais e carnavalescos bem atuais para trazer para o contemporâneo uma cultura milenar e tão presente em nossos hábitos cotidianos.
                                                                                                                                                            
Do Tema:

1º setor :DA AFRICA PARA A AMAZONIA: O TRAFICO DE CULTURAS, COSTUMES E TRADIÇÕES.

A Historia Brasileira registra que, por quase quatro séculos, uma média de cinco milhões africanos e africanas foram obrigados a cruzar o oceano atlântico em porões de navios negreiros para serem vendidos como escravos no Brasil e aqui chegando, num processo de sobrevivência, os povos africanos utilizaram diversas estratégias de preservação e reinvenção das suas práticas tradicionais, assim “... a embaixada vem mostrar como os negros africanos aqui chegaram...” e a permanecia de seus valores civilizatórios e sua cultura tradicional, que por sua características anímicas, os aproximaram de uma nova realidade como as entidades mágico religiosas, as personalidades do espaço mundano, dos bares, das encruzilhadas e das estradas  e caminhos. A permanência da figura do feiticeiro como aquele que mais sabe dentro do grupo social, e que tem a relação entre o material e o divino, como o mestre e o  doutor, permanece no nosso dia a dia com uma consultazinha a uma benzedeira para tirar quebrantos, uma beberagem para curar todos os males ou uma sessão no jogo da adivinhação com búzios, como maneira de aconselhamento no jogo da vida, que indica a sorte e a abertura dos caminhos.
O emprego do símbolo da Sankofa tem a ver com esse vai e vem da vida, um pássaro com duas cabeças, uma que olha para a frente e a outra para traz, significando na tradição africana que voltar ao passado para resignificar o presente. Este símbolo se faz presente na bateria tendo esta como arauto e despertador para esta atitude.

2º setor : O SAGRADO AFRICANO REINVENTADO NA AMAZONIA ENCANTADA

A Amazônia daquele tempo era a Província do Grão Pará e tomava toda ao que hoje é a região norte, e foi ocupada por negros da etnias Bantu (originárias do Congo, Benguela, Cabinda, Matamba, Angola, Moçambique, etc.), e à despeito do intenso processo de desumanização a que foram submetidos quando chegaram no Brasil, souberam preservar a sua cultura original. Muito do vocabulário atual do português que é falado no Brasil, por exemplo, tem origem Bantu como  bunda, cachimbo, carimbo, marimbondo, cafuné, moqueca e tantas outras palavras tão costumeiras no nosso cotidiano. Os alimentos cultivados e consumidos pelas populações Bantu se incorporaram à alimentação cotidiana da população brasileira, como o jiló, a melancia, o maxixe, a galinha d'angola, o quiabo, o azeite de dendê e o feijão-fradinho.
No vai e vem do enlace cultural, o universo sagrado africano encantou-se com a exuberancia da floresta tropical, as identidades se assemelharam gerando um panteão cosmico- encantado afro-amazonico. O encantamento das aguas vindas do rio Oyá e do rio Oxum se encontram com as Uiaras das águas turvas e milenares do Amazonas. A encantaria da floresta de Oxossi e das Ossanha se encorram com seu Folha Seca e seu Gavião. Nos campos, os Boideiros...; nos rios, os Marinheiros... . O Espirito-santo nas entidades da “Coroa do Divino”. A passagem da vida terrestre à codição de Orixa! Esses seres exepcionais, possuidores de um Axé poderoso, produiziu um momento de paixão cujas lendas conservamos na memória do corpo. E assim seguimos resistindo... “ oba ogã bate o tambor, a capoeira , berimbau que me ensinou...”

3º setor : OS TERREIROS - BERÇOS DAS CULTURAS  AFRO AMAZONICAS,

E Foram nos terreiros , lugar onde nasceu e pode  crescer as manifestações culturais de carater expontaneo, principalmente o samba.
No campo da música, os Bantu forneceram grande parte do ritmo que caracteriza a música brasileira. O gosto pelos batuques, atabaques e instrumentos de percussão se refletiu em gêneros musicais como o samba, o coco, o maracatu, o pagode etc. Um instrumento musical introduzido na música brasileira provavelmente pelos bantos foi a cuíca, que acredita-se originalmente ter sido criada para imitar os sons dos animais e ajudar desta forma a atraí-los para serem caçados.
Nos terreiros nasceram as manifestações de cortejos como o Boi Bumbá e os Pássaros juninos e as quadrilhas tem os terreiros como o palco popular do período junino, já no carnaval são os maracatus, afoxés e rodas de carimbós que se multiplicam como maneira de garantir a vida. Neste setor, olhamos para o nosso passado e pegamos nossas glórias da história do samba paraense, e resinificamos a nossa origem nos terreiros de Pai Prego, Pai João de Guapindaia, Pai Manoel Colaça, Mãe Doca, mãe Dora de Ubirajara, Mãe Lucimar, Pai Raimundo Silva, Pai Caduca, e tantas outras autoridades de terreiros que fizeram, e ainda fazem, desta escola o Império das Tradições Negras na Amazônia.

Assim, a Embaixada bate forte no repique, no tamborim, na caixa e no surdo. A embaixada “ na avenida Transforma o batuque em samba...” e no cordão da memória que nos liga novamente a África mãe fazemos do samba a nossa vida, o samba que tem origem no verbo Kusamba que significa: celebrar, rezar, orar, abençoar...
Sintam-se abençoados pela Embaixada....



ARMAÇÃO DA ESCOLA

Destaque performático
Comissão de frente,

1º Setor  - Dá África para a Amazônia, o tráfico de culturas, costumes, tradições.

Porta Estandarte - "O Feiticeiro Negro"
1ª Ala (coreografada) "Num jogo de búzios, o jogo da vida"

Carro  Abre Alas "A Coroa do império no Batuque da Pedreira"

2ª Ala livre (Negritude africana deslocada para a Amazônia) - Destaque Orixás

1° Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira – Força e beleza da Ginga africana”.

Bateria – Sankofa, a memória da musicalidade africana.

2º setor - "O sagrado africano é reinventado na Amazônia encantada."

3ª. Ala da Maria Padilha
4ª. Ala da encantaria dos pássaros
5ª. Ala da encantaria das matas

6ª Ala infantil com andor alegórico de Cosme e Damião

7ª. Ala dos turcos encantados  
8ª. Ala dos Marinheiros
9 ª. Ala da encantaria das águas

Carro “O altar sagrado afro-amazônico – o negro assim surgia no terreiro de Umbanda...”

10ª. Ala das baianas "A Coroa do Império é a Coroa do Divino"

3º setor - Os Terreiros são o berço das culturas afro-amazonicas.

11ª. Ala da capoeira
12ª.Ala do Boi Bumba

 Casal de mestre sala e porta bandeira mirim

13ª. Ala do Pássaro Junino

2° Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira (o Rei e a rainha do Maracatu)

 Retorno da Bateria – Sankofa, a memória da musicalidade africana.


3° Carro "Samba ingelê – a Pedreira transforma o batuque em samba...”

14ª- Ala dos amigos




quinta-feira, janeiro 22, 2015

5° Arrastão Cultural da Embaixada de Samba do Império Pedreirense #Carnaval2015.

Arrastão Cultural da Embaixada de Samba do Império Pedreirense no domingo. 25 de janeiro. 16h. Na Tv. Mauriti 1135, Pedreira, Belém/PA.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Ensaios diários na sede da escola.

O carnaval está chegando e a Embaixada se agita pra fazer valer as tradições do samba. Todos os dias a sede da escola vira atelier e sala de ensaio de danças, pra participar é só chegar....